(AGENPARL) – RIO DE JANEIRO (BRASIL) lun 03 maggio 2021

Conteúdo desta edição

“Depois dos cinco números anteriores de Poesia Sempre dedicados respectivamente à poesia latino-americana, portuguesa, norte-americana, alemã e francesa, esta é a oportunidade de estabelecermos um diálogo com a poesia italiana. E isto ocorre em vários níveis. Oferecemos um primeiro bloco onde estão poetas modernos mais conhecidos: Salvatore Quasimodo, Eugênio Montale, Giuseppe Ungaretti, Mario Luzi, Edoardo Sanguineti, Attilio Bertolucci, Píer Paolo Pasolini, Cesare Pavese, Piero Bigongiari, Dacia Maraini e Corrado Calabrò. Num segundo bloco surgem 12 poetas da nova geração, selecionados por Gianluca Manzi, ensaísta e poeta italiano, hoje residente em Roma, mas que já viveu na Bahia. Esses poetas são: Edoardo Albinati, Antonelia Anedda, Ferruccio Benzoni, Gianni D’Elia, Umberto Fiori, Maurizio Guercini, Franco Loi, Valerio Magrelli, Gianluca Manzi, Giampiero Neri, Fábio Pusterla e Francesco Scarabicchi. As traduções de um bloco e outro são de conhecidos poetas e ensaístas brasileiros. Destaque-se, no entanto, a presença cie Rubens Ricupero, embaixador brasileiro em Roma, que tem na sua vida de intelectual, além de várias obras publicadas, traduções de Leopardi, Pavese e, agora, Mario Luzi. Além daqueles poetas mencionados, há ainda Giorgio Caproni, que aparece não apenas com poemas traduzidos, mas numa entrevista inédita dada há poucos anos a Vera Lúcia de Oliveira. Desta feita, o diálogo entre a poesia brasileira e a italiana realiza-se de uma maneira rica e variada. Além dessas traduções, estamos entremeando a presença italiana em vários pontos da revista. Assim é que, na parte inicial, onde aparecem poetas brasileiros mais conhecidos traduzidos para outras línguas, desta vez há um toque de singular intertextualidade. Ungaretti aparece como tradutor de poesia brasileira. Aí estão Gonçalves Dias (Canção do exílio), Drummond (Noturno oprimido), Murilo Mendes (Janela do caos) e Vinícius de Moraes (Soneto do amor total) vertidos num belíssimo italiano. E o próprio Ungaretti ressurge em vários pontos da revista: por exemplo, numa entrevista onde Antonio Cândido relembra para Lúcia Wataghin a convivência que teve com o poeta italiano, quando este lecionou na Universidade de São Paulo. Também Ungaretti, Quasimodo e Montale, ilhas ou pontos altos Poesia Sempre da lírica italiana neste século, reaparecem na seção Letrasul traduzidos para o espanhol pelo poeta argentino Rodolfo Alonso.”

Affonso Romano de Sant’Anna

(Texto de apresentação)


Poesia Sempre

Revistas e Periódicos

Ano de publicação: 
1995

Versão disponível: 
digital

Fonte/Source: https://www.bn.gov.br/producao/publicacoes/revista-poesia-sempre-ano-3-n6